Exemplos de gaslighting

O que é gaslighting?

Gaslighting é uma técnica utilizada por abusadores psicológicos para manipular a vítima e alterar a percepção e a memória dela sobre o que de fato aconteceu. É usado tanto para transferir a culpa sobre algo como pelo simples prazer doentio de deixar a pessoa louca, duvidando da própria memória e sanidade.

O termo em inglês não tem tradução porque é uma palavra inventada. Ele vem do filme Gaslight (originalmente uma peça de teatro de 1938, que virou filme em 1940 e foi adaptado em 1944, e que significa “lampião de gás”), onde um abusador psicológico troca lampiões de gás de lugar, para que a vítima, que tem certeza de que eles não estavam assim, comece a achar que está louca.

Veja um exemplo claro de gaslighting:

O seu namorado está viajando. Diz que está fazendo mochilão pelo mundo, que vai ser difícil arranjar wifi, manter contato todos os dias. Inclusive, que está muitos dias dormindo em bancos de praça ou nas ruas para economizar, ou em ônibus que fazem viagens de 7-9 horas. Um dia, manda um email perguntando não sei o quê do dinheiro que você tinha que receber. Você diz que recebeu o dinheiro certinho. Ele diz que bom. Você diz que está um pouco gripada. Os emails vão sendo trocados instantaneamente, no mesmo minuto. Aí ele manda um email falando:

Ele: Hoje é dia de albergue, estou com wifi. Estou só aqui na lavanderia do albergue lavando roupa, então tenho uma hora livre, se quiser conversar.

Você manda outro, dizendo ok. Ele não responde. Você liga o skype, manda por whatsapp uma mensagem, perguntando por onde ele quer conversar.

No Skype, ele manda mensagem dizendo que está um pouco enrolado indo e voltando com a roupa, que deve demorar mais ou menos uma hora.

Você tinha certeza que a “uma hora” a que ele estava se referindo era JUSTAMENTE a hora que ele tinha LIVRE para falar com você. Mas vai fazer outra coisa. Uma hora depois, você manda uma mensagem para ele:

Você: E aí, já acabou de lavar roupa?

Ele não responde.

3 horas e meia depois, você manda outra mensagem. Diz que talvez tenha “entendido errado” que ele queria conversar, mas que agora no seu fuso horário já são 23h30, e você está indo dormir. Deseja boa viagem, pede para ele se cuidar e tomar cuidado com essas de dormir na rua, diz que está feliz que hoje pelo menos sabe que ele tem um teto.

Ele responde, imediatamente:

Ele: Eu só estava tentando tirar uma soneca para descansar, e você me acordou.

Perceba o gaslighting: não só ele veio te falar que estava livre para conversar, sem você ter pedido nada, e te deixou esperando, à disposição dele, por horas (porque você, pessoa normal, acredita que quando uma pessoa fala que está a fim de conversar e está livre agora, é porque naturalmente ela está, e vocês conversarão), como, não bastando ter virado a situação fazendo parecer que VOCÊ está insistindo para falar com ele e está sendo inconveniente, ou grudenta, ou atrapalhando em geral, ainda NEGA COMPLETAMENTE QUE O CONVITE INICIAL ACONTECEU.

Numa escala em que zero é mandar tomar no cú e 100 é você realmente se sentir péssima, culpada e confusa, a sua nota (o mal que você vai se sentir com isso) vai depender de quão lavado está o seu cérebro, ou o quão de saco cheio você já está por causa de episódios anteriores.

Eu juro que da primeira vez que isso aconteceu comigo (não foi essa), eu fiquei completamente confusa. O jogo de palavras realmente fazia parecer que eu tinha entendido errado, que era um mal-entendido. Mas mesmo assim, eu lembro claramente da sensação não de que eu estava incomodando, mas de que ele fazia parecer que eu estava incomodando.

Outras vezes, e principalmente quando você está olhando de fora, o abuso é mais claro:

Você faz um ato fofo qualquer para ele. Algo para comemorar um aniversário de relacionamento, por exemplo. Ou o aniversário dele. Passa a semana preparando uma surpresa com todo o amor e carinho. Liga para os amigos, organiza vaquinha para comprar um presente que ele gosta. Faz um cartão personalizado no photoshop que demora horas. Gasta seu pouco dinheiro para comprar ingredientes bacanas e cozinhar uma janta legal. Enfim, o que seja, algo que você fez de coração. Ele olha para a sua surpresa com descaso, você murcha, e ele dá uma desculpa de que passou a semana muito ocupado e que “não tem tempo”, que está com outras preocupações. Ele vai falar sobre o chefe horrível, sobre sobre os idiotas do escritório, sobre a frustração com a carreira, etc.

De repente, o foco, que era para ser na comemoração do relacionamento de vocês dois, no aniversário dele, etc. e na sua surpresa fofa, está todo nele e nos problemas dele. Você não manda para aquele lugar, porque você não é nenhuma insensível. Você inclusive se sente mal, fútil até, por ter “perdido tempo” preparando toda aquela coisinha boba, enquanto ele estava trabalhando, sofrendo, envolvido com responsabilidades sérias. Isso é ainda mais comum quando existe algo na sua vida que faça você se sentir culpada: você está procurando emprego, por exemplo, ou você está insatisfeita que ganha mal, ou confessou para ele outro dia que precisa focar mais, fazer mais coisas no seu dia, que às vezes bate preguiça. Ele USA isso contra você, nesse momento, e como num passe de mágica, o seu descontentamento legítimo com uma situação que ele causou se transforma na “manifestação de um defeito seu” Você só está desempregada ou ganhando pouco porque é preguiçosa, sem foco, e perde tempo com besteira de mulher doméstica.

Você nem fala nada pra não estragar a noite, mas algo dentro de você diz que você  deveria ter falado. Você acha aquilo muito insensível da parte dele. Com o ocorrido na cabeça te tirando a paz durante um dia inteiro, no dia seguinte você pede para se encontrar com ele para conversarem sobre isso, para tirar a limpo. Ele arranja uma desculpa e diz que não vai dar. Você pede para ele ligar o skype, pelo menos, ele diz que “não é ideal”. Você, com o assunto entalado na garganta, faz o quê? Acaba “conversando” com ele por mensagem, mesmo. As aspas são porque não é uma conversa. Se ele se negou a te encontrar e até a ligar o skype, ele te negou o diálogo. E você monologa. E até sente que está IMPONDO essa conversa a ele (claro, ele está completamente fechado).

A conversa flui mais ou menos assim:

Ele: Estou atolado de trabalho e tenho vários projetos para terminar. Todos os dias eu tenho que ajudar meus pais na reforma da casa ou cuidar do meu sobrinho. Não tenho tempo para nada. E hoje o trabalho vai até altas horas. (perceba aqui como o conto da pena já começou a ser contado: ele é um homem muito ocupado, e que tem que dar atenção para todo mundo à volta dele)
Você: Mas é rapidinho, eu preciso conversar.
Ele: Eu estou exausto, e você quer que eu chegue em casa tarde depois do trabalho e me pendure no Skype para ficar discutindo coisa que já passou. Eu acordo às 6h da manhã. (perceba o uso das palavras e a construção: ele está exausto / você quer que ele faça um sacrifício / ele chama sua necessidade HUMANA de tirar um assunto mal-resolvido a limpo de “se pendurar no Skype / telefone”. Feche os olhos e evoque a imagem mental: quem “se pendura no telefone”? Gente desocupada e fofoqueira. Olha a sutileza do desmerecimento. Além disso, a cereja no topo é dizer que a grosseria ou o decaso dele é “assunto que já passou”. Super conveniente, né? Então ele pode fazer as grosserias que bem entender, e você nunca tem o direito de dizer que não gostou e não gosta de ser tratada assim, porque o que ele fez “já é passado” – e se você não ficar pianinha aceitando sem dizer palavra, você é “daquelas mulheres que ficam jogando na cara todas as mesmas pequenas briguinhas cada vez que discuten, por meses e meses”)
Você: Tudo bem, eu entendo. Desculpe. (você se sente mal e já caiu na dele, já pediu desculpas)
Ele: O quê? Por quê? (ele ainda tira uma da sua cara. É verdade, você está pedindo desculpas do quê??? E ainda “esquece” o que estava sendo discutido, como se NÃO ESTIVESSE SENDO DISCUTIDO, e você estivesse louca falando coisas sem sentido)
Você: Você está trabalhando bastante, está cansado. Chegue em casa e descanse um pouco 🙂 (Você está sendo carinhosa, compreendendo a situação, se colocando no lugar dele. Nenhuma pessoa normal interpretaria sua frase de forma diferente)
Ele: Você está me tirando? Estou indo pra casa. (mas como o sociopata NÃO É uma pessoa normal, ele ainda te injeta confusão na mente, criando um mal-entendido adicional que NÃO EXISTE, e fazendo você se explicar ainda mais. Isso é GASLIGHTING. E o gaslighting ainda tem uma cereja no topo: ele acabou de falar que não sabe até que hora vai ter que ficar no trabalho, e 3 min depois solta a frase aleatória e fora de contexto de que está indo para casa???)
Você: Nossa, claro que não! Não queria que parecesse que estou te tirando, falei de coração. (2×0 para ele, você está se justificando e se desculpando de novo)
Ele: Que tal para variar você enxergar o meu lado? (no ápice do narcisismo, ele vai ainda mais fundo em te culpar, dizendo agora que você nunca enxerga o lado dele, usando o termo “para variar”. Agora num passe de mágica a egoista é você)
Você: Eu sempre enxergo, amor. Eu sei que as coisas estão estressantes para você por aí. (3×0 para ele, você deu razão a ele de novo, anulando o seu próprio ponto e seu próprio direito de estabelecer como não quer ser tratada)
Ele: O que vc não queria causar já causou (agora que você já está totalmente atordoada, ele chuta o pau da barraca e toca o terror de vez)
Você: É? O que eu causei? (ou seja, “ai meu deus, o que foi que eu fiz?” 4×0 para ele)
Ele: Distância entre nós. Raiva da minha parte (!!!!!! Ou seja, você, ser humano perfeitamente funcional, está tentando resolver um mal-entendido, como todo e qualquer ser humano perfeitamente funcional, e isso causou DISTÂNCIA ENTRE VOCÊS??? Você é a culpada? E agora o perigo: VOCÊ CAUSOU RAIVA NELE? Isso não te traz aquela imagem horrível de um homem batendo numa mulher, chorando e gritando “olha o que você me obriga a fazer!”? E você não broxou ainda!! Você não percebeu o que está acontecendo e mandou tomar no cú, porque você está desnorteada e ENVENENADA)
Você: Qual o motivo da sua raiva? (exato, qual é?)
Ele: Você cheia de mistério. Vê que eu estou morto de cansaço e fica insistindo de remoer um monte de coisa sem importância. Acha que é fácil para mim chegar em casa exausto e ficar batendo papo pelo Skype. Muito fácil querer as coisas de mão beijada.  Ainda diz que pensa no meu lado. (muita calma nessa hora! Que “mistério”, mermão? Não está bem claro que a conversa vai ser para esclarecer o que aconteceu ontem? Palavra aleatória jogada na conversa para fazer parecer que ele não te entendeu, ou seja, que você não sabe se expressar. Mas tem mais! Aí vai outro Conto de Pena. Tadinho! Você, mulher-nhenhenhem, não compreende que ele, homem, está exausto devido a fazer coisas sérias, trabalho de verdade, e vem querer falar dessas coisinhas de mulher. Ele frisa, com “acha que é fácil”, que para ele é um “sacrifício” e que você é uma egoísta – detalhe que a egoísta é você, mas até agora ele não deu UMA BRECHA para algo que não envolva ele, ele, ele. Te desmerece de novo com “bater papo” e volta a te chamar de fofoqueira desocupada. Joga OUTRA frase aleatória: querer o quê de mão beijada, meu filho? O que foi dito para te levar a falar isso? Nada. É mais GASLIGHTING para minar completamente a coerência da conversa e te confundir. E não acabou! Ele reforça uma QUINTA vez nessa frase que a egoísta é você! NOCAUTE!)
Eu: Você sabe que eu nunca exijo nada. Nunca fiquei te criticando. Nunca tentei te colocar num padrão “ideal” do que eu espero “que um homem tem que ser”. Mas eu preciso conversar sobre ontem, resolver. (seu discurso de “eu não sou como as outras, eu não reclamo, não exijo, etc”, basado na sua própria ideia de que tem mulher que exige demais, que pega no pé demais. Você sofreu GROOMING para se comportar de forma a “não incomodar e não exigir”, e esse grooming não vem nem dele, amiga. Vem da sociedade. Você coerente e educadamente pede de novo para ter um diálogo)
Ele: Vc quer é provocar minha reação. Não vou ligar o Skype para você ficar me dando bronca (não é ótimo um diálogo em que a pessoa nem ouve e já tira as próprias conclusões? Não é ótimo gente tão convarde que nem para encarar os feitos e se defender tem brio? Se ele “sabe” que vai “tomar bronca”, é porque ele SABE que o que fez e está fazendo PASSOU DOS LIMITES DO RESPEITO, mas em vez de pedir desculpas, ele resolve se negar a ouvir e ainda te culpar por “incomodá-lo” com uma tentativa de explicar que isso não é legal. Chama de “bronca”, ou seja, de chatice de mulher que fica pegando no pé, de MIMIMI)
Eu: Você tá certo. Me desculpa (6×0)
Ele: Você já mandou tudo para o saco mesmo, pode falar. (agora que ele está suuuper aberto, né? E agora que VOCÊ já pediu desculpas 6 vezes pelo incômodo, por achar ruim, por existir e já está totalmente por baixo na balança de poder. E oi? Você mandou pro saco? Mandou o quê? De que forma?)
Você: Não vale a pena, como você disse. Se é passado, tudo bem. (7×0 e ponto extra pelo GROOMING: É verdade né, melhor mesmo não incomodar e esquecer o “passado” – leia-se: 10 segundos atrás – né? #sqn)
Ele: Ok. Então não fala. Deixa pra lá. Só não vai ficar estranha e fazer climão. (agora a culpa é sua por não falar. Por “ficar remoendo misteriozinhos e não se comunicar”. Mulher é complicada, né, como entender? 8×0 E ainda vem dizer que você vai guardar rancor em vez de esquecer completamente, vem te acusar por ANTECIPAÇÃO de ficar fazendo “climão”!!!)
Você: Eu estou triste. Não com raiva de você. (é, por favor, não ache que eu estou com raiva. Você é perfeito, nunca merece a raiva de ninguém. Raiva é coisa de mulher descontrolada e que não é compreensiva. Eu sou uma mulher que não causa problemas.)
Ele: Por qual motivo? (é, por qual será, né? Você vê: um ogro babaca e machista põe a culpa na sua TPM. Um sociopata se faz de desentendido)
Você: Eu já falei, não queria conversar por mensagem, eu queria falar frente a frente, pelo menos por Skype. Não é questão de ver a sua reação, longe disso. Mas já que não tem outra forma…
[e aí você se embrenha em um longo e épico discurso, cheio de pontos completamente coerentes, válidos e maduros, sobre como se sentiu, sobre porque se sentiu dessa forma, sobre o que poderia ser feito para que não volte a acontecer, para que a relação melhore, você se oferece para ser ainda mais compreensiva, mas pede também que ele tente se colocar no seu lugar. Pede por favor, pede desculpas, diz que não queria causar raiva nele, que era o último sentimento que queria causar nele, diz que nem se importou tanto com a reação dele, que tudo bem, que não vai acontecer de novo, etc]
Ele: pronto?
Você: Sim
Ele: [ícone de joinha]

**Se instaura o silêncio.**

Se você se reconhece nesse diálogo, não tenha dúvidas: você está sofrendo manipulação e gaslighting.

Não existe vergonha em ter passado por isso e não “ter mandado tomar no cú” como tanta gente para quem você explica a situação diz que faria no seu lugar. A manipulação mexe com o seu cérebro e com a sua percepção. Mexe com os seus valores mais altos. Se você é uma pessoa compreensiva, o sociopata vai dizer que você é egoísta. Se você é uma pessoa batalhadora, o sociopata vai distorcer alguma situação e dizer que você é preguiçosa. Se você é independente, o sociopata dirá que você está muito dependente dele, e que deveria focar mais em você. Não importa quais são seus valores mais fortes ou os as características de que você mais se orgulha na sua própria personalidade. O sociopata, que “se apaixonou por você justamente por essas características”, agora vai negar a existência delas em você, vai negar A SUA ESSÊNCIA, e vai fazer você se desesperar para provar a ele que não, que você ainda é aquela mulher forte, isso e aquilo, vai fazer você realmente PÔR EM QUESTÃO SE NÃO ESTÁ MESMO PERDENDO ESSA ESSÊNCIA, e se sentir louca, incapaz de se comunicar, e uma pessoa muito menos admirável, tudo com uma cajadada só.

Você não manda tomar no cú, porque não é uma colega de trabalho chata que falou isso, uma folgada da faculdade para quem você não deu liberdade. É a pessoa com quem você tem mais intimidade e confiança que te falou, e ainda com ares de que é “para te ajudar”. Você não manda tomar no cú porque nessa hora o que você mais quer é PROVAR que ele está enganado, e RECUPERAR junto a ele a admiração que ele tinha por você. (mas deixa eu falar: a verdade é que ele NUNCA teve essa admiração de verdade. Isso foi só a 1ª parte do abuso, para te manter dominada).

Pense uma coisa: se você tivesse varado a noite ou passado a semana fazendo sua parte de um trabalho de grupo na escola, faculdade ou emprego, e chegasse colega e te dissesse que “seu trabalho está um lixo e que só vão te manter no grupo por pena” mas que decidiram te dar toda a parte braçal e a tarefa de fim de semana que ninguém mais quer, você quisesse tirar satisfação, e em vez de conversarem ou até discutirem, mandassem você desencanar de ter a conversa porque “isso é passado”, e apenas aceitar, o que você faria? PEDIRIA DESCULPAS E ACEITARIA NA BOA?

Óbvio que não. Por que então, você aceita o mesmo tratamento do seu homem? Porque você adestrada a achar que “quando um não quer dois não brigam”, que “relacionamentos de sucesso são embasados no diálogo”, que “homem não gosta de mulher que fica reclamando e pegando no pé”, e que ele “é capaz de ser tão maravilhoso, lembra?” No começo era tudo tão lindo, então com certeza ele deve mesmo só “estar passando por uma fase difícil”, e é O SEU DEVER se mostrar sorridente e compreensiva. Se ele terminar com você vai ser SEU FIM, não é mesmo? Já que ele é TÃO IMPORTANTE para a sua felicidade. PÁRA PARA SE OUVIR!!!

Ao notar sinais de que algo está estranho, de que você tem certeza de que estava certa, de que quanto mais você tenta explicar algo logicamente, mais parece que você não consegue se expressar, de que um diálogo aberto parece estar sendo negado a você, OUÇA A SUA INTUIÇÃO. Vítimas de relacionamentos abusivos sociopáticos sempre lutam para restaurar o estado inicial de amor perfeito e de “química” que viveram no começo da relação. Mas esse estado era FALSO. E nunca vai voltar.

PULE FORA, que para quem continua SEMPRE fica pior.